#10 última carta. E um recomeço.
07:01:00
Querido blog,
Hoje, conto-te algo diferente, conto-te algo assim...
O céu está carregado de nuvens de cores tristes. As mesmas choram, sentem pena do vento. Frias, as minhas mãos, deslizam sobre a folha de papel rascunhada. Essa folha, cheira a lenha acabadinha de queimar. E junto à lareira, aqueço o meu corpo. Temperaturas quentes já antes se davam, no meu coração.
Blog, as horas vão passando. Os dias esfriando. As árvores vão-se despindo, livrando-se das folhas gastas. Acompanhando-as, deixo cair tudo aquilo que não me deixava continuar. Todas as pedras, que me impediam de encontrar o meu diamante. De o encontrar. A ele.
Os dias são mais curtos, as horas passam a correr. Todo o tempo bem passado a seu lado, desaparece a uma velocidade enorme. Amo-o. Amo-o mais do que devia, mais do que é humanamente possível. Consegui, por fim, encontrar o raio-de-sol que tantas nuvens me tentavam esconder. E as mesmas continuavam a chorar... Com pena do vento. Que, lentamente, demorava 7 meses a trazê-lo até mim. A me fazer feliz. A recomeçar.
" - Tragicamente apaixonada?
- Apaixonada. Tragédia? Vai ser quando morrermos. Os dois. Juntos. Pois ele é o tal, e continuará a sê-lo até que a morte nos separe."
Palavras doces. Palavras e questões que tirei de mim mesma. É errado me entregar demais às pessoas, fazer tudo por elas. Mas só quando não sei se elas fariam algo idêntico. Ele faz. Ele faz de tudo. Principalmente questão de me provocar com aquele seu jeito de ser. Tudo nele. Tudo nele me comove. O seu cheiro. Ah, blog, o seu cheiro. A sua maneira carinhosa de beijar. Tudo nele é uma fonte de atracção. Tudo nele é diferente.
E já vivemos mil anos de experiências, mas poucas semanas de amor.
Vivemos histórias intensas, momentos de dor.
Sentimentos novos, uma história diferente
Dizem que o amor é isso, um contentamento descontente.
Encontrei, por fim, alguém que me sarou todas as feridas que eu, sozinha, não iria conseguir nunca sarar. Preciso dele, a meu lado. E se, um dia, ele não estiver lá e me perguntarem como estou, eu direi que estou bem. Eu mentirei e direi que ele não está sempre presente na minha mente, no meu pensamento, nos meus sonhos. Mentirei e direi que não o vejo em todo o lado, que o seu nome não desperta um lado de mim que eu nem própria conhecia. Que só o seu toque não mexe comigo. Que a sua voz não me acalma. Que o seu sorriso não é a minha razão de sorrir.
E então, meu amiguinho mudo, acabo assim as 25 cartas que nunca escreverei... Pois encontrei alguém que me salvou dessa melancolia, que me salvou de uma tragédia.. Meu querido blog, eu encontrei o protagonista da minha verdadeira história de amor... Que, desta vez, tem um final feliz. Eu encontrei o tal.
2 comentários.
adorei :)
ResponderEliminarseguir de volta? :)
http://msmv-soraiavieira.blogspot.ch/
xoxo
Muito obrigada! Beijinhos :)
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